domingo, 25 de janeiro de 2009

Um Instante...

"Não creio
No que leio
Nesse mail

Olhos brilham...
... cintilam
E iluminam!

Antes nada
Só saudade
Não me achava...

Hoje... um futuro
E a vontade
De´star junto!

No more words
No more poetrys...
Não mais dores...

Hoje o que se ouve
Aqui e ao longe
É essa poesia

Esses doces versos
São tão certos
Como nosso amor, Maria!"

F.C. - 24.01.2009 - Completamente in love!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Gastronomia

"Fim de ano é época de Natal e de Reveillón. É época de trocar presentes. É época de amor, fraternidade, perdão, bons sentimentos. E é época de comer. Não o feijão com arroz do cotidiano, mas aquelas comidas deliciosas que só se saboreia em fim de ano.
Neste ano, pela primeira vez, estive na cozinha ajudando a fazer a ceia de Natal. E, antes, já me aventurava na cozinha fazendo pizza ou macarrão.
Só que, antes, fazia só para mim ou para meus pais e minha irmã. Nesse fim de ano, estando na casa de minha tia, foi para mais gente. Está certo que, na ceia, ajudei a fazer a salada e a maionese, palpitei nos docese fiz os patês, e nada mais.
Para mim, no entanto, não importa. Pois comecei a entender os sentimentos que tomam conta de quem vive para a arte de cozinhar bem.
É indescritível a sensação que toma conta da gente quando aquele prato - doce ou salgado -, que levamos quinze minutos ou dia todo fazendo, fica pronto. E mais indescritível e sensacional é ver as pessoas comendo, saboreando e aprovando. Mas o ápice é você se sentar à mesa, provar e perceber, ter o paladar para sentir que faltou sal, ficou carregado na pimenta um bolo ficou seco o umolhado demais, etc.
Se um amigo meu ler esse texto, com certeza se verá aqui. E, por incrível que pareça, ao passar por essas situações, imaginei o Bruno também passando pelas mesmas situações e descrevendo-as.
Então, colocando-me no lugar dele, e de muitos gastrônomos, tentei sentir o que eles sentem, tentei entendê-los. E, feito isso, tentei passei para o papel, por meio destas linhas, a sensação do dever cumprido, de emoção, de felicidade, de espírito (com ou sem acento??) crítico (idem...), de decepção, de alegria que toma conta deles.
Agora, uma coisa é certa: para tudo dar certa na cozinha (ou em qualquer área da vida), é necessário (maldita reforma!!) fazer um doce ou salgado com amor e por amor. Esse é o ingrediente básico e essencial para o sucesso e aprovação de qualquer prato. Se for para a cozinha por obrigação ou de mau humor, nem vá! É provável (hunf... porque não aprovaram uma reforma tributária ou política??) que o arroz grude no fundo da panela, o suflê não cresça ou o bolo fique duro demias! Aí, nem o Ozzy, dálmata que minha tia tem e come de tudo mesmo, comeria essas gororobas..." (27.12.2008)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Retorno

"Retornar ao interior é, invariavelmente, cruzar com o meu passado. Vir ao interior é, invariavelmente, desfrutar do presente. Estar no interior é, invariavelmente, renovar-se para o futuro.
Esses dias estive no centro de Itu. Fazia tempo que não andava a pé por lá, creio que desde 1.998, ano em que retornei à Paulicéia.
Foi estranho... e, ao mesmo tempo, renovador. Andando pelas ruas estreitas - e movimentadas por conta do Natal - mergulhei no túnel do tempo, e retornei à minha infância e ao meu início de adolescência.
Lembrei de tudo que passei, todas as angústias, sofrimentos, alegrias, descobertas, mágoas, tristezas, tudo mesmo. Quanta coisa aconteceu até eu chegar aqui... e, mais "coincidente", andar pelas ruas de Itu justamente após um ano tão repleto de conquistas, pelas quais sempre batalhei.
Houve quem não acreditasse que eu pudesse, houve quem acreditasse... mas, certo é que, hoje, mais maduro e consciente das barreiras e lições que a vida nos impõe e dá, cruzar com meu passado é perceber e reconhecer que, sem ele, exatamente como ele é, não teria chegado aqui, onde estou, nem teria perspectivas de um futuro melhor.
Pois foi nele que aprendi (ou comecei a aprender, sem exercitar) a lutar por aquilo que quero, a respeitar, o valor da amizade, a ser responsável e, mais do que tudo, a importância da família em nossa caminhada.
E, assim, sigo retornando a Itu, cruzando com meu passado, que me aponta, no presente, o caminho a seguir no futuro"
F.C. - 24.12.08