terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Gastronomia

"Fim de ano é época de Natal e de Reveillón. É época de trocar presentes. É época de amor, fraternidade, perdão, bons sentimentos. E é época de comer. Não o feijão com arroz do cotidiano, mas aquelas comidas deliciosas que só se saboreia em fim de ano.
Neste ano, pela primeira vez, estive na cozinha ajudando a fazer a ceia de Natal. E, antes, já me aventurava na cozinha fazendo pizza ou macarrão.
Só que, antes, fazia só para mim ou para meus pais e minha irmã. Nesse fim de ano, estando na casa de minha tia, foi para mais gente. Está certo que, na ceia, ajudei a fazer a salada e a maionese, palpitei nos docese fiz os patês, e nada mais.
Para mim, no entanto, não importa. Pois comecei a entender os sentimentos que tomam conta de quem vive para a arte de cozinhar bem.
É indescritível a sensação que toma conta da gente quando aquele prato - doce ou salgado -, que levamos quinze minutos ou dia todo fazendo, fica pronto. E mais indescritível e sensacional é ver as pessoas comendo, saboreando e aprovando. Mas o ápice é você se sentar à mesa, provar e perceber, ter o paladar para sentir que faltou sal, ficou carregado na pimenta um bolo ficou seco o umolhado demais, etc.
Se um amigo meu ler esse texto, com certeza se verá aqui. E, por incrível que pareça, ao passar por essas situações, imaginei o Bruno também passando pelas mesmas situações e descrevendo-as.
Então, colocando-me no lugar dele, e de muitos gastrônomos, tentei sentir o que eles sentem, tentei entendê-los. E, feito isso, tentei passei para o papel, por meio destas linhas, a sensação do dever cumprido, de emoção, de felicidade, de espírito (com ou sem acento??) crítico (idem...), de decepção, de alegria que toma conta deles.
Agora, uma coisa é certa: para tudo dar certa na cozinha (ou em qualquer área da vida), é necessário (maldita reforma!!) fazer um doce ou salgado com amor e por amor. Esse é o ingrediente básico e essencial para o sucesso e aprovação de qualquer prato. Se for para a cozinha por obrigação ou de mau humor, nem vá! É provável (hunf... porque não aprovaram uma reforma tributária ou política??) que o arroz grude no fundo da panela, o suflê não cresça ou o bolo fique duro demias! Aí, nem o Ozzy, dálmata que minha tia tem e come de tudo mesmo, comeria essas gororobas..." (27.12.2008)

Um comentário:

Vinícius. disse...

Que amigo?!?!
uhsahsauhusauhsauhas
É mágico, tanto quanto se ver num palco com as pessoas te aplaudindo.
Sabe, eu acho que eu sou um tremendo de um imediatista, gosto de fazer as coisas que me tragam resultados rápidos, para que os erros possam ser corrigidos na hora.
Tanto num palco, quanto numa cozinha, a sensação de fazer com amor e sair uma verdade [digo verdade porque cada prato tem seu sabor, e fica bom ou ruim de acordo com o jeito que é feito] realmente real.
Eu é sou mais um louco nesse mundo...
Abração Feiooo