Já é madrugada
O sono me invade
Fito, eu, o nada
Só sinto saudade
Ela me anestesia
E do corpo eu saio
Ouço... ela assovia
Vou a valsar pelo espaço
Carrega a mim, me leva
Para longe, o infinito
Beija-me, me abraça...
Dá-me seu peito ferido
Por ilusões passadas
Mágoas já idas
Só quer ser amada
E não mais iludida
Só quer companhia
Colo, mimo, carinho
Apenas alguma poesia
Deste poeta sem brilho...
F.C. - 04.02.11
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